sexta-feira, 13 de outubro de 2023
Odus e cabala
Odús e Cabala Aprenda a Fazer
Odús
No momento em que nascemos, logo que respiramos pela primeira vez, todas as energias do Universo Material e Imaterial se ligam ao nosso corpo físico. Nesse momento é formada um vibração divina, um padrão de energias Divinas, Astrais e Numerológicas que são particulares, intransferíveis e atemporais.
Esse padrão é unico para cada indivíduo e nesse momento absoluto, a pessoa tem traçado o seu Odú, termo que em, Yorubá, siginifica “caminho” ou “destino”.
Existem, na África e em outros paises que cultuam os Orixás e que procedem o jogo de Ifá, tilizando vários e inúmeros Odús, mas tradicionalmente, aqui no Brasil, estabilizou-se dezesseis Odús. Visto dessa forma, a Cabala individual é formada, composta de 05 Odús, todos associados e resultantes da data de nascimento.
Quatro desses Odús são referentes à sua vida material e um, referente a seu caminho espiritual.
Os Odús sintetizam o potencial de cada indivíduo, seus talentos, suas limitações, a forma de agir e reagir com o seu meio. São eles que indicam traços fortes e pontos vulneráveis.Quando os conhecemos, podemosos lidar melhor com eles e viver bem com a gente e com os outros, pois um Odú, não pode ser trocado, apenas lapidado.
1- Tome cinco pontos de partida a data de nascimento da pessoa e trace num papel, quatro linha horizontais cortadas ao meio por uma linha vertical. Esse linha vertical irá separar os algarismos em duas colunas: Uma a esquera e outra direita.
2- Na primeira coluna da primeira linha, escreva o primeiro digito do dia do nascimento da pessoa e na segunda desta mesma linha e segundo digito do dia;
3- Na primeira coluna da segunda linha, escreva o primeiro digito do mês do nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesa linha o segundo digito do mês;
4- Na primeira coluna da terceira linha, escreva o primeiro digito do ano de nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesma linha o segundo dígito do ano;
5- Na primeira coluna da quinta linha, escreva o terceiro dígito do ano do nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesma linha o quarto dígito do ano;
6- Agora deve-se proceder a soma das algarismos das colunas:
Coluna 1= 10
Coluna 2= 22
Que será na redução 2+2= 4. Pois todo numero superior deve ser reduzido, somando-se todos os algarismos.
7- A seguir desenha-se uma cruz e escreva nas extremidades das mesmas as palavras TESTA, FRONTE DIREITA, NUCA, FRONTE ESQUERDA (este desenho representará os pontos da cabeça da pessoa)
O número encontrado como resultado é equivalente ao centro da cabeça, representa o Abi Odú, ou Odú do nascimento e é ele que rege o destino da pessoa, suas qualidades principais e sua personalidade.
O Odú da testa relacionado á vida material da pessoa, diferentemente do numero, ou Odú do Centro, que sempre está relacionado à sua vida espiritual. Os Odús da nuca e laterais apenas servem para harmonizar a cabeça das pessoas.
8- Então, escreva o numero correspondente à soma da coluna 2 (8 no exemplo) no ponto referente à testa e o número correspondente à soma da coluna 1 (7, no exemplo) no ponto referente á Nuca.
9- Para encontrar o numero correspondente à fronte direita, some os dois numeros já obtidos (8 e 7), obtendo o resultado 15. Nessa caso, vale à pena lembrar que, caso o resultado fosse superior a 16, haveria a necessidade de reduzir a um unico algarismo. Exemplo: 17= 1+7= 8.
10- Para encontrar o numero correspondente à Fronte Esquerda, some os três numeros já obtidos: 8+7+15= 30= 3+0=3. Pois 30 á superias à 16, devendo ser reduzido como já foi dito.
11- Para encontrar o número correspondente ao Centro da Cabeça, some todos os algarismos da data de nscimento da pessoa( 1+3+1+2+1+9+7+8 ). Reduzindo sempre o resultado que ultrapassou 16. Então, nesse caso específico, encontramos 32= 3+2= 5. Este numero então, passa a ser o Odú de Nascimento, ou seja, o Abi odú, que rege o centro da cabeça da pessoa.
Os 16 Odús Arquétipos
1 – Okanran
Exú ” Onde há o bem, haverá o mal e o mundo começa na unidade.”
Pessoas com esse Odú são contraditórias; o sim pode ser o não, São sensuais, amantes apreciados e com grande atração sexual, adoram os prazeres da vida, são desordeiros e amorais.
Fazem de tudo, dependendo de seus interesses. Sâo mentirosos, manhosos, astuenciosos, mas pagadores. Entretanto são amigos e seus amigos. São alegres, serviçais, prestativos e amáveis quando convém.
Gostam de resolver problemas quando sabe que seram bem recompensados, embora pareçam desligados e despreocupados, estão semre atentos fiscalizando tudo e se intrometendo onde não devem. são provocadores e leva-e-traz.
Têm um potencial enorme para a Magia, são explosivos e muito raramente agem com razão. Têm muita sorte nos negócios, mas são insconstantes.
Se for mulher precisará ter cuidado com o útero.
2 – Ejiokô:
Ebeji
Pessoa com esse Odú adoram comer, são barulhentas e gostam do luxo e da riqueza. São extremamente trabalhadoras, brincalhonas, agressivas, mentirosas, consumistas ao extremo, teimosas e inconsequentes.
Muitas vezes, envolvem-se com a justiça por causa de roubo e, embora sejam de grande sensibilidade, agem sempre pro interesse. Riem e choram ao mesmo tempo, gostam de brigar e apreciam festas, musicas e danças.
Possuem uma intuição muito forte, parecem sempre jovens, são sinceras e nisso podem beirar a grosseria e não sabem conviver com a derrota. No amor são ciumentas e devem controlar a suas obstinação.
Quanto saúde sofrem sempre, quando se trata de vesícula e fígado, que são seus pontos vulneráveis.
3 – Etagundá
Ogum “É aquele que se lava com sangue”
Pessoa com esse Odú são dinâmicas, audaciosas, entrépidas, honestas, violentas e brigonas. Adoram comer e beber e são trabalhadoras eficientes.
Agem sem pensar porquê usam sempre o instinto. Emotivas, dificilmente perdoam ofensas, mas da mesma forma como se irritam, logo se arrependem. Podem ser mal-humoradas, desagradáveis, antipáticas, fingidas, mentirosas e intransigentes. Com esse caráter difícil e intratável, tendem a ser solitárias permanecendo solteiras ou sendo más companheiras.
Pessoas com esse Odú em geral são recompensadas pelos seus esforços, mas sempre sofrem por amor e com traições dos amigos. Por serem emocionalmente insconstantes, estão propensas a problemas espirituais e físicos, emboram na maioria das vezes consigam se recuperar com facilidade de qualquer doença.
Devem ter cuidados com os rins, pernas e braços.
4 – Irossum Meji
Yemanjá “Somente o mar conhece seus segredos”
Pessoas com esse Odú são protetoras, sérias, altivas, honestas e dedicadas à familia.
São fiéis, preocupando-se sempre com os outros. Embora aparentemente tranqüilas, doces e pacientes, são rigorosas, energéticas. Seus sentimentos são sempre exessivos: Ciumentos e pocessivos, são imprevisíveis, principalmente quando estão irritadas. Ás vezes, poem à prova suas amizades e não costumam perdoar nem esquecer nunca as falhas dos outros.
Não guardam segredos, são pessoas orgulhosas, vaidosas, sensuais e fascinantes, gostam do azul, de jóias caras e da vida suntuosa, mesmo quando não vivem assim.
São muitos intuitívas e místicas, possuindo grande habilidade manual e podem ter sucesso com vendas. Entretanto sofrem com traições amorosas e precisam sempre cuidar do estômago.
5- Oxê Meji
Oxum “O Sangue corre pelas veias”
Esse Odú faz com que as pessoas sejam infantis, crédulas e, aparentemente, ingênuas. São emotivas, instáveis, sedutoras, inconstantes e infiéis. Choram e riem com a mesma facilidade. São doces como mel, quando desejam conquistar ou possuir algo, mas podem ser falsas e mentirosas quando lhe interessam.
São caprichosos, vaidosos e interesseiros. Gostam do luxo, de conforto e riqueza, adoram perfumes, jóias e roupas caras. Preguiçosos, moles e indecisos, mostram falta de interesse e de cuidado. Parecem relaxados, mas esta é a sua maneira de seduzir.
Têm mão de magia, força e proteção espiritual. Possuem uma religiosidade muito forte e são fascinados por tudo que é mistico. Quando estão com raiva, vingam-se sem piedade e por isso precisam aprender a controlar sua vaidade e egocentrismo.
Precisam sempre ter cuidado com o estômago, aparelho digestivo e o sistema hormonal.
6- Obará
Oxossi “Um Rei não diz mentiras. Da lenda surge a verdade!”
Pessoas com esse Odú são discretos, curiosos e introvertidos, têm muita ligação com Saturno. Possuem iniciativa, estão sempre em busca de novas descobertas e de novas atividades. São espertos, rápidos, desconfiados e estão sempre estão sempre alertas, sempre em movimento. Não param nunca.
Têm grande senso de observação, muita criatividade. Entretanto, saõ distraidas, instáveis e não são perseverantes. Têm um gosto apurado e dotes artísticos, carinhosos e apaixoandos.
Dotados de grande proteção espiritutal, costumam vencer pela força de vontade, especialmente em profissões ligadas à justiça e à economia. Devem aprender a silenciar sobre seus projetos e a determinar por onde começá-los.
Na saúde, precisam ter cuidado com o sitema linfático.
7- Odi
Omolú Obaluayê “Onde o poço foi feito pela primeira vez”
Pessoas com esse Odú são objetivas e realistas, mas costumam ser pessimistas inverterados, incapaz de sentir-se satisfeitos. São masoquistas, com mentalidade auto-destrutiva, gostam de exibir os seus sofrimentos, suas tristezas e doenças. Sua conduta social é difícil e agressiva. Sâo amargos e vingativos quando frustados ou reprimidos. São obstinados e combativos por sua ambição. Gostam de viajar, são sinceros e, nos negócios, só pensam em grandes lucros.
No trabalho são meticulosos, exigentes e com mutio senso de responsabilidade, mas falta-lhes capacidade de adaptação e agilidade. São conservadores, não aceitam facilmente as mudanças. Hoje têm tudo, amanhã podem ter nada. Costumam viajar e são venais, contado vantagens por causa de escrúpulos imaginários e são capazes de renunciar a seu conforto em pró de seus semalhantes e do bem-estar da coletividade. Por isso a maioria deles optam pela solidão, renunciando à riqueza, tornando-se humildes e pobres.
Têm pouco sucesso no casamento, pois faltam-lhe capacidade para amar, tanto a seus companheiros como às crianças. Podem ser cruéis e perigosos no amor, a mulher não costuma ligar muito para os filhos.
Ambiciosos, costumam ser bem-sucedidos na sua profissão, mas a indecisão muitas vezes os impedem de concluir projetos importantes. Em contra-partida, quando a fé os imupulsam são capazes de ultrapassar grande barreiras e de grandes feitos.
Sonham com o poder e adoram se divertir, às vezes promovendo grandes confusões. Muitos não possuem sorte no amor.
Na saúde precisam ter cuidado com os rins, a coluna e as pernas.
8- Ejionilê
Oxaguian “Quem carrega o corpo é a cabeça”
Pessoas com esse Odú são valentes, guerreiras, mas são generosos, delicados e tolerantes. Honestos por natureza, organizados e metódicos, calmos e dignos de confiança.
Esse Odú, faz com que sejam hospitaleiros e modestos nas atitudes e gostos. São bons pais, mães, bons maridos, boas esposas e bons filhos.
Não se deixam influênciar e a respeito das opiniões contrárias, fazem o que pensam. Aceitam os reverses da vida com resignação. Levam uma vida quase sem sofrimento e são considerados bon vivans. São sujeitos à acidentes graves.
Amam com intensiadade e têm amizades sinceras. Quando são repudiados ou sofrem traições, podem se tornar vingativos. Devem evitar o uso de bebidas alcoolicas, carnes vermelhas e se vestirem de branco às sextas-feiras e cuidar muito do sistema nervoso central.
9- Ossá Meji
Yansã “Seu melhor amigo e seu pior inimigo”
Pessoas com esse Odú são dominadoras, conquistadoras, exêntricas, agressivas, atrevidas, ingratas, egoístas, impacientes, coléricas, possessivas, cruéis, briguentas, arrogantes, organtes, explosivos e levianas.
Ardilosas, lutam para conseguir atingir os seus objetivos. Não gostam de ser enganados, mas enganam, embora possam até certo ponto serem leais e fiéis. Apesar de tudo, têm boa índole, não guardam rancores, são despreendidos e generosos.
Têm uma vida sexual intensa, com parceiros e atividades variadas. Adoram um bom escândalo e não se preocupam com eles. Não ligam para falatórios a seu respeito. Quando apaixonados, são delicados e ciumentos. Adoram atitudes escândalosas, atrevidas. Gostam de roupas e enfeites coloridos, berrantes e ousados, com tendência para a cafonice. Não gostam de criar, nem de cuidar de crianças.
Viajam muito, são excelentes comerciantes, com muito faro e tino para negócios.
Sofrem com problemas nos genitais.
10- Ofun Meji
Oxalufan “Aquele que vence os obstáculos, aqui nasce a maldição!”
Pessoas com esse Odú são inteligentes, tem muita força moral e são apegados aos bons costumes. São simples, pacientes, resignados, delicados, paternais, generosos e hospitaleiros.
Têm um auto-controle muito grande e são calmos, respeitáveis e dignos de confiança. Planos e projetos, se colocados a seu cargo são executados a despeito de qualquer contra-tempo. Entretanto, são egocêntricos, frios, impessoais, lentos, fechados, silenciosos e reservados.
Teimosos, indomáveis e calculistas, sua complacência é falsa e não sabem perdoar.
Na saúde precisam sempre cuidar do estômago e da pressão arterial.
11- Oworyn
Oxumarê “Se vai e volta, não seja mal agradecido”
Pessoas com esse Odú são inteligentes, dinãmicas, pacientes e perseverantes, não medindo esforços em seus empreendimentos.
Sonham com a riqueza e são sempre bem-sucedidos na vida. Apreciam as artes, Têm gosto apurado, acuidade visual e sentido de cores. Elegantes. altivos e irônicos acham-se sempre melhor do que os outros. São maledicentes, fofoquieros, intrigantes e indiscretos, procuram pulverizar seus adversários com grande eloqüência.
São inseguros, seduzem com falsas promessas de poder e riqueza. São generosos quando desejam algo, mas no amor, estão sempre lutando para se impor ao objeto de seus desejos. Apresentam dupla personalidade ou são bissexuais.
Têm vida longa, mas as más influências e a falta de fé os leva a enfrentarem dificuldades materiais e a só alcançar o sucesso depois de grandes sacrifícios. Sâo volúveis e fracassam no primeiro casamento.
Na saúde, tem problemas com a garganta, sistema reprodutor e aparelho digestivo.
12- Ejila Xeborá
Xangô “Quando há uma guerra, o soldado nunca dorme”
Pessoas com esse Odú são machistas, conquistadoras, prepotentes e teimosas. São enganadores natos, mas não gostam de ser enganados. Libertinos, sensíveis às pessoas, são maridos infiéis, ciumentos e vingativos. São senhores de várias mulheres, provocam e estimulam paixôes violentas. São apegados às mães, podendo inclusive praticar o incesto, nem que seja em pensamento.
Valentes, agressivos, cruéis, voluntários, enérgicos, caprichosos e institivos, tendem a ser líderes compulsivos e violentos. Embora guardem um profundo e constante sentimento de justiça, são severos ou benevolentes, segundo o humor do momento. Quando lhes convém, são honestos.
Usam o encanto pessoal, para com muito tato, fazer conchavos. Geralmente usam as pessoas e quando não precisam mais delas, as desprecia ou as destrói.
Arrogantes e vaidosos, sensuais e glutões, amam a vida e tudo que lhes dê prazer e querem sempre o melhor para si.
13- Ejiologbon
Nanã “A morte lhe anuncia uma nova vida”
Pessoas com esse Odú são trabalhadoras e eficientes. Tem dotes materiais muito aflorados. São sábias, carinhosas e devotadas. Extremamente organizadas, são previdentes e sempre agem com muita calma, benevolância, gentileza e dignidade.
São pessoas lentas, indulgentes, bem equibradas e justas. Normalmente educam com excesso de doçura e mansidão. Entretanto, zelam pelos bons costumes não aceitando mentiras, desonestidades ou falsidades. Em determinados momentos tornam-se extremamente intolerantes e vingativas.
Algumas pessoas desse Odú, tornam-se taciturnas, mal-humoradas, ranhetas e vaidosas, gostando de solidão. A maioria acredita que tudo na vida é transitório e aceitam com resignação os sofrimentos físicos, emocionais e espirituais. Além disso, sua profunda fé termina por lhes assegurar vitória.
Sem sorte no amor, são dotados de mão de cura e se destacam nos serviços médicos e de assistência psicológica e terapias alternativas.
Precisam sempre ter muito cuidado com baço e pâncreas.
14- Iká
Ossaim “Aquele que tira água com peneira”
As pessoas com esse Odú são introvertidas, desconfiadas e esquisitas, de temperamento discreto, São desligados, gostam de liberdade e são desprovidos de interesses materiais, embora possam ser ricas. São imprevisíveis e podem ser bissexuais.
Sâo tolerantes, de bom coração, adoram plantas e animais. Equilibrados, são capazes de controlar seus sentimentos e emoções, julgando os semelhantes através do que sentem e não das convenções sociais.
Belos e sensuais, tem aparência juvenil e forte poder de sedução. Vivem paixôes arrebatadoras, mas passageiras e estão sempre em busca de novos amores.
Possuem muito talento para a magia e uma enorme força espiritual, que se manisfesta através do olhar. Tem tendência a ter conflito psíquicos e problemas nas articulações que podem lhe causas problemas de locomoção.
15- Obeogundá
Oba “Um soldado está sempre alerta”
Pessoas com esse Odú são vaidosas e incompreendidas, têm sucesso nos negócios e nos ganhos por serem decididos e agressivos. Vão até às ultimas conseqüências para alcançar seus objetivos.
Gostam de acumular bens e são voltados para o feminismo ativo e têm posições bem definidas. São dotados de ciumes móbidos, e implacáveis quando traidos por amigos.
Sofrem desilusões amorosas e isso acentua sua agressividade e seu sentimento de rejeição. Têm saúde frágil e estão sujeitos a problemas nos olhos, ouvidos e pernas e, também, disturbios do sistema neuro-vegetativo.
16- Aláfia
Orumilá “Aquele que abençoa a todos”
Pessoas com esse Odú são calmas, racionais e mesmo sendo muito raro, esse Odú faz com que as pessoas tenham domínio sobre suas paixões. São excelêntes na área de vendas e de artesanato.
Desistem facilmente dos seus projetos e perdem o interesse por aquilo que já conquistaram. Estão sempre sujeitos à problemas cardiovasculares, psíquicos e de visão.
terça-feira, 10 de julho de 2018
Historia Exu sete poeiras
EXÚ SETE POEIRAS
Sei que muitas pessoas tem seus questionamentos perante as entidades atuantes no astral e hoje trago a você um pouquinho do meu modo de trabalhar e atuar nas leis divinas.
Como já mostro em meu nome carrego o número 7, consigo trabalhar com as 7 linhas. Digamos que sei de tudo um pouco hahahaha.
Carrego o nome “Poeira” por eu ser um Exú de Omolu entrecruzado com Iansã. A poeira está em todo o lugar, tanto na terra como no céu. Mas o que a poeira simboliza? A poeira é a passagem, é aquilo que já se foi, é o que já foi trabalho, é vivência, experiência e maturidade. Portanto, trabalho principalmente com as Almas desencarnadas trabalhando e auxiliando aqueles que vem até mim a se redimirem com a Lei Sagrada. Do pó viemos e ao pó retornaremos. Gosto de trabalhar a parte evolucionista dos seres também.
Carrego o mistério dos Sete Pós Sagrados e sei manipulá-los bem a fim de trabalhar com este elemento em prol da humanidade. Também gosto de trabalhar com Pó de Incenso, as ervas tem uma função espiritual muito importante e quando transformada em poeira, consigo fazer com que ela entre em lugares pouco desvendados do seu ser.
Queria deixar claro que este é o meu mistério! Eu trabalho assim. Isso não quer dizer que outro falangeiro do Mistério Sete Poeiras possa trabalhar diferente. Cada Exú tem sua personalidade, sua força e métodos de trabalho. É simples…. Vocês fazem a exceção virar regra e acaba sendo tendenciosos hahahaha
Pedi licença ao meu médium para assim expor meu foco de trabalho porque sei que minha falange é pouco comentada. Saibam senhores, que a todo momento gera-se novas falanges. Não fiquem presos a nomes, deixem suas entidades se manifestarem com o nome que assim quiserem e não subjuguem por ter um nome desconhecido. Saibam que grandes nomes desconhecidos fazem muita coisa por vocês aqui hahahahaha. Laroyê.
Mensagem canalizada pela médium Lizandra, dona do tumblr nossa-umbanda.tumblr.com
Aproveitando a oportunidade, deixo aqui alguns pontos do Exú Sete Poeiras que ele me passou:
Olha a poeira que vem vindo da Calunga
Mas quem foi que mexeu na sua Catacumba?
Abre o Cemitério, abre a Porteira
Abre o terreiro para o Exú Sete Poeiras
____________________________________________
Source: nossa-umbanda-deactivated201611
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Entidades da falange: Pomba Gira Sete Poeiras/ Pomba Gira Poeira/ Maria Poeira/ Exú Sete Poeiras/ Exú Poeira e afins.
Estes guardiões trabalham na linha de Malei – Quimbanda – cujo comandante é Ogum Malei, a quem secretaria. Nos terreiros costumam ser sérios e orgulhosos. Integra a legião ou povo das Almas* do “Oriente”.
*OBS: Reino das Almas
Chefiado por Exú Rei das Almas, Senhor Omulú e Pomba Gira Rainha das Almas (ou Rei e Rainha da Lomba). Governam todos os Exús que trabalham em locais altos. Os Exús deste reino também trabalham em hospitais, morgues etc.
Possui diversas legiões, dentre eles:
- Legião ou Poovo das Almas do “Oriente”: chefiado pelo Exú Sete Poeiras e Pomba Gira Sete Poeiras.
Neste povo encontram-se entidades que possuem caráter idêntico aos do povo do Oriente, tão conhecido dentro da Umbanda e do Candomblé. Entretanto, eles se diferenciam em seus trabalhos. Atuam de forma semelhante, mas os Exús trabalham de maneira mais densa. Estes guardiões são desconfiados e se irritam com facilidade, detestando qualquer tipo de imposição religiosa em seus trabalhos.
Os espíritos que compõem a legião, quando encarnados feiticeiros, sacerdotes ou pessoas muito ligados a questões religiosas. Todos estes possuem dons religiosos de caráteres altamente elevados, mas que, em alguma parte de suas vidas terrenas, deixaram a desejar e agora trabalham em prol do crescimento da humanidade, usando tudo o que sabem.
Usam roupas vermelhas, com fundos pretos e com bordados dourados; alguns podem usar capuzes e mantas, feitas de pano aveludado ou de peles de animais a eles consagrados (nas religiões que praticam isto), adornados com pedras, cristais, favas, sementes, conchas e búzios. Gostam de fazer curas, ensinar línguas mortas, abrir caminhos, ajudar financeiramente. Dizem que estes Exús comem carne e adoram absinto, licor de damasco e de tâmaras, vinhos tintos, cervejas, uísque envelhecidos, conhaques de gengibre e, em alguns casos, podem até beber chá ou leite com mel. Só utilizam da cachaça para retirar negativos ou colocar negativos.
Podemos encontrar os guardiões deste povo em gramas, encruzilhadas perto de capelas de cemitérios, em praias, em montanhas e a sete metros de distância de qualquer templo religioso. Não gostam de pessoas fanáticas por suas religiões, pois lembram que eram assim e, em muitos casos, cometeram erros e isto trouxe fardos cármicos (aqui se deve ao fato de que muitos, quando vivos, praticaram magias negras) a serem pagos. Portanto, mistificadores, zombadores ou gente que usa a religião para esconder seus defeitos ou ganhar dinheiro em cima da religião não contem com a ajuda deles, pelo contrário, adoram puxar a orelha destas pessoas.
Trabalham muito com posições astrológicas e delas são exímios conhecedores, fazendo o máximo uso dos seus conhecimentos a seu favor. Sabem fazer qualquer jogo de adivinhação ou divinatório, pois os conhecem profundamente.
O líder (assim como a Senhora das 7 Poeiras), o Senhor 7 Poeiras é conhecido como Exú pagão, não apenas em referência ao fato de ser batizado ou não, mas porque pagão provém do latim arcaico: pagnus = provindo do povo, ou seja, faz referência aos cultos da natureza e de suas divindades que não pertenciam aos moldes da Igreja oficial; O Senhor 7 Poeiras é uma entidade espiritual que lidera a legião do Oriente – espíritos semelhantes que cultuavam suas divindades, as quais não eram cristãs ou que a esse molde não se adaptaram. Este Exú é altamente versátil em seus feitiços e magias e conhece muitas mandigas; verticaliza-se em prol de conduzir ao caminho certo os espíritos que, de algum modo, se desvirtuaram do caminho do bem, objetivando, assim, o crescimento evolutivo destes. Também é um “caçador” de kiumbas, caçando-os nas trevas e tirando desobsessões psíquicas das pessoas.
Adoram incensos de canela, cedro, cravo da índia, mandrágora e lótus. Seus cigarros, geralmente, são feitos com palha de milho e os fumos levam especiarias, como o cravo da índia. Gostam de perfumes de sândalo e anis estrelado.
Fonte: Pérolas da Macumba - #Luiz
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Lembrando que cada entidade tem os seus instrumentos de trabalho e métodos. A intenção neste artigo é trazer um apanhado geral das entidades que trabalham dentro desta falange e que puderam apresentar seu modo de trabalho. Sendo assim, os médiuns nos descrevem com finalidade totalmente EXPOSITIVA.
Source: nossa-umbanda-deactivated201611
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Numero do destino
Número do Destino
Calculado pela data de nascimento
Define o caminho e o lugar no mundo.
Revela informações sobre o destino e as grandes lições que irá aprender durante a vida.
Permite uma visão panorâmica das oportunidades e desafios que irá encontrar no caminho e as características pessoais que irão ajudar nesta jornada.
Pontos positivos do número do destino
São as habilidades naturais que possui
Pontos negativos do número do destino
São as características que deve aprender a equilibrar
Como calcular o número do destino
Para descobrir o número do destino basta somar os dígitos da data de nascimento e reduzir a um só número.
Exemplo 1
Uma redução
Data de nascimento 11 de outubro de 1967
Dia de nascimento – 11
Mês de Nascimento – 10
Ano de nascimento – 1967
Some todos os números
1 + 1 + 1 + 1 + 9 + 6 + 7 = 26
Some para ter um único número final
2 + 6 = 8
O 8 é o número do destino.
Exemplo 2
Duas reduções
Data de nascimento 29 de dezembro de 1987
Dia de nascimento – 29
Mês de Nascimento – 12
Ano de nascimento – 1987
Some todos os números
2 + 9 + 1 + 2 + 1 + 9 + 8 + 7 = 39
Some para ter um único número final
3 + 9 = 12
Some novamente até ter um único número
1 + 2 = 3
O 3 é o número do destino.
Exemplo 3
Números Mestres 11 e 22
Data de nascimento 02 de janeiro de 2001
Dia de nascimento – 07
Mês de Nascimento – 01
Ano de nascimento – 2001
Some todos os números
7 + 1 + 2 + 1 = 11 (Atenção – Não se soma até reduzir a um único número)
O 11 é o número do destino.
Números Mestres
Na numerologia existem dois números aos quais devemos dar atenção especial, o número 11 e o número 22.
Estes são os números mestres e não podem ser reduzidos, então se a soma dos algarismos do ano de nascimento for 11 ou 22, não os reduza.
A repetição dos algarismos nos números mestres potencializa as vibrações destes, como se isso “dobrasse” a sua potência.
O número 11 é essencialmente o número 2, mas uma vibração mais elevada deste.
O número 22 é essencialmente o número 4, mas uma vibração mais elevada deste.
Significado resumido dos números do destino
Número 1
É caracterizado pelos desejos do individualismo, pela independência e pela necessidade de realização pessoal.
Tem por finalidade nesta vida de setornar independente.
Número 2
Os atributos positivos do número 2 produzem pessoas extremamente sensíveis que têm geralmente habilidades mais delicadas de ser equilibradas favoravelmente.
É uma pessoa que vê claramente o espectro de pontos devistas, bem como, é uma pessoa que pode ser mediadora em discussões e disputas.
Número 3
A pessoa com o numero 3 no Caminho da Vida enfatiza a expressão, sociabilidade e a criatividade como a lição a ser aprendida nesta vida.
Encontramos nesse grupo pessoas alegres, brilhantes, efervescentes e com atitudes muito otimistas.
Possuem habilidades criativas excepcionais, normalmente na oratória, na escrita e no discurso.
Número 4
O objetivo do caminho número 4 é de assumir ordens com dedicação e perseverança.
Sempre assume um pouco mais do que os outros.
Uma veztomada à decisão, faz de tudo para concluir de uma maneira correta e segura.
A sua habilidade para realizar uma tarefa é assumida com tenacidade que pode alcançar o limite da obsessão.
Número 5
Pessoa que se esforça em sempre encontrar respostas a muitas perguntas que a vida apresenta.
É uma pessoa totalmente livre e independente.
Não aprecia realizar tarefas diárias e rotineiras.
É um bom comunicador e sabe motivar as pessoas.
Tem boa tendência de se tornar um professor.
Muitas oportunidades, mudanças e aventuras são oferecidas durante a vida.
Número 6
Tem um sentido forte de responsabilidade para com a família e a comunidade. É idealista e sente-se útil e feliz.
Ajuda as pessoas que o procuram, colocando o bem-estar do grupo, da família e da comunidade acima do seu.
Tem um bom senso de justiça e procura encontrar o equilíbrio em situações em que haja conflito.
Número 7
Pessoa que procura conhecer a si próprio e confiar na sua intuição para então encontrar o seu caminho.
Procura buscar resposta do mistério da vida através de um trabalho de autoconhecimento.
Procura compreender a vida estudando filosofia em geral e as ciências esotéricas, nas quais encontrará informações e conceitos fundamentais para a sua realização.
Número 8
É focalizado em lidar com as satisfações a ser encontradas no mundo material e o poder.
Age com determinação e conhecimento do que esta fazendo.
Pessoa muito poderosa, confiável e materialmente bem sucedida.
Poderá construir um império comercial e o seu sucesso será motivo de inspiração para muita gente.
Número 9
Esta pessoa pode desenvolver a compaixão, a generosidade e a capacidade de doar-se sem esperar nada em troca, pelo simples prazer de ser útil a alguém.
Possui uma atitude muito humanitária.
Tende a ser sensível e idealista, pois, vê o mundo com muitos sentimentos e compaixão.
Poderá ficar freqüentemente desapontado com as imperfeições do mundo.
Número 11
Está associada com a iluminação, a consciência espiritual.
O caminho da vida é extremamente intuitiva, idealista, perfeccionista, avançada, visionária e culta.
Possui uma mente inventiva e aberta que permite ter sucesso na vida enfrentando todos os riscos.
Pode servir à sociedade naqueles esforços que utilizam suas habilidades de aconselhar ede orientação.
Número 22
O Caminho 22 é o mais elevado do número dos “Números Mestre”.
É o mais poderoso de todo o caminho da vida numérica.
É também o mais difícil de cumprir.
A pessoa é dotada de muitos poderes que podem alcançar todas as alturas da vida.
A pessoa está equipada com uma instrução apropriada, podendo ser um construtor mestre na sociedade.
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Número de Expressão, Motivação e Personalidade
Número de Expressão
Número de Motivação
Número da Personalidade
Número 1
Número 2
Número 3
Número 4
Número 5
Número 6
Número 7
Número 8
Número 9
Número 11
Número 22
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
A Tradição do Caruru
A TRADIÇÃO DO CARURU DE SÃO COSME E SÃO DAMIÃO, EM SALVADOR.
A festa é caseira, mas farta. Todos os anos, no mês de Setembro, ela acontece em milhares de lares baianos. Difícil imaginar uma mais sincrética. O “Caruru de São Cosme e São Damião” homenageia os santos gêmeos da Igreja católica, os Ibêjis do candomblé e também as crianças. Tudo precisa ser feito no mesmo dia: caruru, xinxim de galinha, vatapá, arroz, milho branco, feijão fradinho, feijão preto, farofa, acarajé, abará, banana-da-terra frita e os roletes de cana. A dimensão da oferenda é medida pela quantidade de quiabos do caruru. Cada um faz como pode: mil, três mil ou até 10 mil quiabos. Quando a comida fica pronta, coloca-se uma pequena porção nas vasilhas de barro aos pés das imagens dos santos, ao lado das velas, balas e água. Depois, serve-se o caruru a sete meninos com, no máximo, 7 anos cada. Eles comem juntos, com as mãos, numa grande gamela de barro ou bacia. Só então é a vez dos convidados participarem da celebração.
A história da devoção a São Cosme e São Damião é antiga e atravessa continentes. Na Bahia, a fé nos santos irmãos ganhou importância principalmente pelo sincretismo com Ibeji, o orixá duplo dos nagôs, que representa os gêmeos. A mistura foi tão completa que ultrapassou a fronteira das religiões e classes: católicos e adeptos do candomblé, ricos e pobres oferecem a mesma comida sacrificial do candomblé às imagens dos santos cristãos. E mais, chega-se a fabricar imagens dos santos que incorporam uma terceira figura – Doú – uma corruptela de “idowu”, o nome dado, numa família nagô, àquele que nasce depois de um par de gêmeos. “Sempre tidos como muito traquinas, os idou deram origem ao ditado nagô: Exu lehin Ibeji – Exu vem depois dos Ibeji”, explica o antropólogo Vivaldo da Costa Lima, em seu texto Cosme e Damião no Brasil e na África.
Quem assume a devoção aos santos e a obrigação de oferecer o Caruru todos os anos, geralmente tem um bom motivo.
Há 25 anos, no mês de Setembro, Joselita Bulhões deu à luz a um dos seus filhos. Muitos moradores de Muritiba já estavam envolvidos com as festividades para os santos, que incluía caruru e foguetes. A criança, que tinha nascido com problemas respiratórios e peso excessivo – seis quilos -, por ter engolido o líquido da placenta, foi imediatamente para o médico. À noite, quando tinha retornado para casa, já à salvo da primeira dificuldade que enfrentou no mundo, o bebê novamente correu risco de vida. O vizinho da casa em frente resolveu soltar foguetes para homenagear os santos. O primeiro deles quebrou uma telha da casa de Joselita e caiu sobre o travesseiro onde o bebê dormia, a poucos centímetros do seu rosto. Interpretando esses acontecimentos como provas da intervenção dos santos irmãos, Joselita decidiu oferecer, todos os anos, o caruru em homenagem a eles. Hoje adulto, o seu filho, que também se tornou médico, como Cosme e Damião, faz questão de colaborar para manter a tradição.
Na família do Mestre Curió, da capoeira Angola, a tradição do caruru vem dos antepassados. “Começou com meu bisavô, passou pra meu avô e depois pra meu pai, que parou porque entrou para a lei de crente”. Além da vontade de prosseguir com a tradição familiar, Mestre Curió decidiu “tomar essa responsabilidade” por uma impressionante coincidência na sua vida: “Sou gêmeo, minha mulher é gêmea, tenho um casal de gêmeos e minha mãe era gêmea”. O caruru, que ele oferece em Janeiro – mês do seu aniversário e do seu grupo de capoeira – acontece em três etapas. A primeira é na academia Mestre Pastinha, com três mil quiabos. A segunda, na academia dos Irmãos Gêmeos – para os sete meninos, alunos e convidados. E, depois, em sua própria casa.
Oferenda, sacrifício e obrigação...
Os santos são católicos, mas a forma de homenageá-los é africana.
Segundo o antropólogo Vivaldo da Costa Lima, “os iorubás, em suas várias etnias, entendem o sacrifício, o ebó, como a forma essencial da sua comunicação com os orixás”. O caruru – dos Ibeji ou de São Cosme e São Damião “seria, então, mais do que uma oferenda, mas um sacrifício: o que na Bahia, o povo-de-santo chama de ‘obrigação’, que tem um preço e custa dinheiro. É como se desfazer de algo muito valioso”.
Joselita Bulhões conta que, nesses 25 anos, pensou algumas vezes que não fosse fazer o caruru, por causa de problemas financeiros, mas sempre conseguiu manter a promessa. “Pra mim, eles são santos vivos: o que você pedir, eles atendem. Uma vez, a situação estava tão difícil, que eu fiz uma prece bem forte. Na mesma hora, meu marido entrou. Tinha conseguido um dinheiro, nós mudamos de casa e eu fiz o caruru”, conta ela, que tem um pequeno oratório para os santos na lavanderia de sua casa. Hoje em dia, oferece anualmente um caruru completo e farto, com mais de dois mil quiabos escolhidos cuidadosamente na Feira de São Joaquim.
Nas últimas décadas, tem sido feita freqüentemente uma associação entre os santos católicos e os erês, que é um estado infantilizado do transe no candomblé. Por isso, inclui-se a distribuição de balas, doces e refrigerantes nas homenagens aos santos, especialmente no Rio de Janeiro. Mas são poucas as casas de candomblé que fazem obrigações para os Ibeji, geralmente discretas e não necessariamente em setembro. Outro detalhe é que não se tem notícias de filhos-de-santo de Ibeji na Bahia.
Ibeji
Coisas da Bahia
Todos os dias, antes das 6h, quando acontece a primeira missa na Igreja de São Cosme e São Damião, no bairro da Liberdade, já é possível encontrar pessoas na porta. Pequena, simples, mas visitada durante o ano inteiro, a igreja precisa conviver cotidianamente com o sincretismo que caracteriza a devoção a esses santos. “Só na Bahia existem essas imagens com Doú. Quando as pessoas trazem elas, nós explicamos que não podemos benzer e elas trocam as imagens”, explica o padre Ciro. Com muitos fiéis também em outros países, o padre lembra que existem igrejas para São Cosme e São Damião em Roma e no Rio de Janeiro, e que existe uma missa própria para eles na liturgia católica. O dia reservado para os santos é 27 de setembro.
Para os católicos, não há provas de que os santos fossem gêmeos. Conta-se que eles eram irmãos, nascidos na Arábia e filhos de uma viúva. Formados em medicina, na Síria, além das curas realizadas, pregavam o cristianismo. Por estarem convertendo muitas pessoas e também por trabalharem gratuitamente, foram perseguidos e condenados pelo tribunal de Lísias. Sofreram muitas torturas, às quais sobreviveram, até que, em 303, foram decapitados. “Eles são santos muito carismáticos, porque defendiam os humildes, curavam as doenças físicas, sem nunca terem cobrado um centavo. Curavam, também, as doenças da alma”, comenta o padre Ciro, explicando a legião de devotos que os santos conquistaram nos últimos séculos.
Vitalino dos Santos, 67 anos, que trabalha na Paróquia de São Cosme e São Damião desde 1957, já viu muitas formas de manifestação de fé. “As pessoas trazem velas para acender e imagens para ficar na igreja”. Para ele, seja no caso de São Cosme e São Damião ou qualquer outro santo, o mais importante é o exemplo que deixaram: “Os santos foram pessoas como nós, que enfrentaram muitas dificuldades, mas com força e coragem”.
O ovo no Candomblé
O Ovo no Candomblé
O Ovo é utilizado em diversos rituais do candomblé como um simbolo de atrair fertilidade, dinheiro, prosperidade, amor, paz…
O Ovo pertence à Orixá Oxum (São os olhos de Oxum) e na hora das obrigações faz-se um corte em cruz no topo do Ovo (Cozido) para representar a abertura dos olhos de oxum para o que está acontecendo.
O ovo é o principal e maior símbolo da fertilidade, utilizado amplamente nos rituais de purificação, iniciação, borí e ebós de propiciação e defesa.
Existem vários contos de Ifá relatando a grande importância do Ovo. Um deles conta que Òlódunmàré (Deus) estava para dar origem ao universo, tinha num pote de barro “4 ovos”. Com o 1º ovo, deu origem
a Òòrìsànlà-Òbátálà, surgindo na explosão da luz, sem forma, quando literalmente Deus disse: – haja luz! E assim Òòrìsàlà surgiu no mundo.
Com o 2º, deu origem a Ògún, a forma.
Com o 3º, deu origem a Òbálúwàiyé, a estrutura.
Com 4º, o ovo acidentalmente cai de suas mãos, estourando-se no chão e revelando sua riqueza. Origina-se assim, a primeira mulher universal chamada Ìyàmi-Òsòróngà, expondo o segredo de sua riqueza para o grande pai, ou seja, mostrando seu poder de fertilidade sobrenatural, exposto a olho nu, diante do Deus Supremo, nascendo assim, a fonte mantenedora da vida.
O Ovo possui três diferentes cores, associado às cores principais e primordiais do universo:
o ovo de casca azul, representando a cor preta relacionada ao “Aba” = a escuridão (As trevas das profundezas da terra e dos mares);
O ovo de casca branca, relacionada ao “Iwà” = a explosão da luz.
Finalmente o ovo de casca vermelha, relacionada ao Àsé = fogo mantenedor da fertilidade, totalmente relacionado ao poder sobrenatural. Seu conteúdo possui diversas características, as quais, na maioria das vezes, é branco, frágil e oval. Dele nasceu um novo ser associado a idéia de que o universo surgiu, primordialmente, dele próprio, na forma de um protótipo do mundo, como um filho de asas negras = Ìyàmi-Òsòróngà, que foi cortejada pelo vento = Òòrìsànlà-Òbátálà
O ovo cru com seu frescor, quando utilizado inteiro em oferendas, tem a função de tranqüilizar e refrescar. Por isso é comum vermos muitos ovos crus depositados no chão, aos pés de certos Ojùbò (assentamentos dos Òrìsas). A finalidade será de atrair abundância e proteção, fazendo com que todas as divindades compreendam perfeitamente que o èbò é uma súplica de fertilidade e germinação de filhos, e, dependendo da atuação da Divindade, ela não só atuará no tocante a fertilidade, mais também propiciará dinheiro, sorte, saúde e desenvolvimento na vida.
Já quando quebrados diretamente na cabeça, têm a função poderosa de purificar e livrar até 80% de qualquer tipo de feitiço ou qualquer outro tipo de negatividade que esteja sobre o Orí de uma pessoa.
Quando num Èbò, ovos crus são atirados no chão ou quebrados em cima do corpo de uma pessoa, num sacrifí¬cio de purificação, vulgarmente chamados de descarrego, terá a finalidade de desobstruir os caminhos, tirando as dificuldades da vida da pessoa ou qualquer espírito de força contrária que esteja acoplado no corpo (obsessores).
Ao ser quebrado, ele revela sua riqueza e seu poder, tanto sobrenatural, como concreto, pois no exato momento que é quebrado, o ovo não terá mais a possibilidade de germinar, ou seja, nascer algo dele, num tipo de substituição ou troca, que acabará com o problema que aflige a pessoa, possibilitando o fim uma situação negativa.
Por este motivo é que o ovo cru deve ser quebrado, principalmente no Òri de uma pessoa, numa preparação da cabeça, que logo depois irá levar ritos sacrificatórios; começando 1º pelo sangue negro, o Agbo-tutu (sumo de ervas frescas), em seguida o sangue vermelho de aves ou quadrúpedes, e finalmente o sangue branco do igbin (caracol), que é espremido por cima de tudo, purificando e possibilitando a existência de forças sobrenaturais, acalmando e fertilizando a cabeça que estará recebendo o puro àsé. com a união dos três sangues primordiais, após ter sido purificada com o ovo cru, possibilitando a pessoa obter sorte, dinheiro, felicidade, fertilidade, saúde e tranqüilidade.
Quando um ovo é quebrado em qualquer ritual, o nome Ìyàmi-Òòsòróngà é respeitosamente citado e reverenciado, porque, qualquer que seja o ovo, este lhe pertencerá, como relata vários Itãn-Ifá.
Quebrar um ovo na rua, atirando ao chão pela manhã, por três ou sete dias consecutivos, chamando Èlegbara e Ìyàmi-Òòsòróngà e espargindo dendê por cima do ovo, é um simples e poderoso ritual do culto de Ìyàmi-Òòsòróngà , com a finalidade de afastar qualquer tipo de dificuldade ou prejuízo, acalmando qualquer energia avessa ao caminho de uma pessoa.
O Ovo de Pata
Como relata Ifá, o “Ovo de pata” é o símbolo da vida e umas das proibições de Ikú (morte).
A utilização do ovo de pata cru é essencial em certos rituais, tendo como finalidade quebrar as forças da morte, das doenças e das perdas.
Quando cozido e esfarinhado, é utilizado como agente purificador. Passando pelo corpo de uma pessoa em Èbòs de Egungun ou Onilé. Com casca e tudo, é transformado em pó (seco ao sol), e utilizado no igbá-Orí e assentamentos de ÒrÌsá que tenham relação com Ikú.
Ex: Èsú,Ògún, Òbálúwàiyé, Iyewá, Òmòlú, Erinlé, Ibeji, Sàngó, Oyà , Iyémowo, Òòrìsànlà , Ajagémó, Iroko, Yòbá, Onilé, Egungun e Gèlèdè.
Como relata Ifá, o único Òrìsa que não possui relação com Ikú é o Òrìsa Òsún. Por ela não aceitar qualquer relação com situações de morte, também não aceita que os animais sejam sacrificados (mortos) em cima de seu Okuta.
Não admiti a utilização de qualquer utensí¬lio de cor escura, nem ossos, buracos, agressividade e doença, Devido as suas relações com a morte. Isto também explica o porquê Òsún não aceita que suas filhas morram facilmente, assim Òsún as protege, dando-lhes longa-vida, numa ânsia de prolongar ao Maximo o contato com a morte. Todos esses aspectos de Òsún estão relatados nos Itãn do Odu Ósé.
Assim, o ovo de pata é amplamente utilizado nos “Èbós-Aiku” (sacrificio de longevidade), tirando qualquer tipo de morte, seja material, espiritual, financeira ou sentimental.
Fica claro que o ovo utilizado na casa de Òrìsa é um elemento de Ìyàmi-Òòsòróngà sendo um elemento de muito Àsé.
Classificação dos Ovos:
Ovo de galinha cru: purifica e tranqüiliza.
Ovo de galinha cozido: tira doenças.
Ovo de galinha esfarinhado: neutraliza negatividade do ambiente, atrai prosperidade e abundância.
Ovo de pata cru: enfraquece a força da morte, doenças graves e perdas.
Ovo de codorna: Neutraliza feitiços.
Ovo de Dangola: propicia dinheiro, sorte, prosperidade, riqueza e sucesso nos negócios.
Ovo de pombo: propicia tranqüilidade e fertilidade !!!
sábado, 9 de setembro de 2017
Oráculo do Pêndulo
oráculo do pêndulo
O pêndulo é uma das formas mais simples, diretas e eficazes de obter uma resposta imediata para as suas questões. Aprenda a trabalhar com ele pois, se o trouxer sempre consigo, terá na sua mão a possibilidade de encontrar resposta para as suas dúvidas.
Como usar o Pêndulo?
1º Passo - Perceber o que é um pêndulo
O pêndulo é um objeto que consiste num cristal, metal ou madeira, suspenso por um fio, sendo usado como método de adivinhação ou a nível terapêutico.
Para obter respostas mais fidedignas e rápidas adquira um pêndulo de metal, o qual poderá (ou não) conter um cristal no seu interior.
O pêndulo é usado para entrar em contacto com os nossos guias (mensageiros de Luz), de forma a obter respostas às nossas questões, ou seja, é a ponte entre a nossa mente e o nosso espírito.
2º Passo - Saber como funciona
O seu uso é muito simples, basta formularmos a pergunta mentalmente cuja resposta possa ser «Sim» ou «Não». Feita a pergunta ser-nos-á data a resposta através do movimento do pêndulo.
De forma a não influenciar a resposta, sempre que fizer a pergunta evite tentar adivinhar a sua resposta, pois poderá obter uma resposta que não é verdadeira.
Existem pessoas muito intuitivas (que possuem a chamada clarividência), tendo a fantástica capacidade de obter a resposta à sua pergunta antes mesmo do pêndulo se manifestar. No entanto não se assuste se isto lhe acontecer, significa que tem uma excelente capacidade de adivinhação.
É importante criar um bom ambiente para usá-lo, pôr uma música ambiente a tocar, queimar incenso e estar num sítio calmo.
3º Passo – Preparar-se para colocar a questão ao pêndulo
Sente-se confortavelmente com as pernas direitas. Faça uma pequena meditação de 5 minutos de modo a relaxar e a concentrar-se apenas na sua consulta.
Segure o pêndulo entre o polegar e indicador de forma a não o deixar cair, mas não aperte em demasia para permitir que a energia flua.
4º Passo - Definir o significado de cada resposta
Definir Sim, Não, Talvez e Sem resposta:
O primeiro passo que deverá dar consiste em definir o movimento do pêndulo para cada resposta possível. Esta definição é feita somente na primeira utilização, e será válida para a utilização de qualquer pêndulo que use, independentemente de ser seu ou de outra pessoa.
Para definir as suas respostas, pegue no pêndulo de acordo com o que já foi explicado e diga:
1 – Por favor, define-me o movimento para uma resposta sim;
2 - Por favor, define-me o movimento para uma resposta não;
3 - Por favor, define-me o movimento para quando uma resposta é incerta ou quando a pergunta está mal formulada.
4 - Por favor, define-me o movimento para uma resposta da qual não devo ter conhecimento.
5º Passo - Saber formular corretamente as questões
Formulação correta das questões
É importante respeitar algumas regras básicas:
- Formular a pergunta de forma clara e objetiva (Ex: “Será que o João volta para mim?”);
- Nunca fazer duas perguntas numa só frase (Ex: “Devo continuar no mesmo emprego ou devo mudar para outro?”);
- Formular a questão sempre pela positiva, sem utilizar a palavra não. (Ex: perguntar “Devo telefonar ao João”? Em vez de: “Não devo telefonar ao João?”).
- Nunca colocar questões cuja resposta já é conhecida, exceto se for na fase de treino (no início, para adquirir confiança na sua capacidade de interpretação do pêndulo. (Ex: “Tenho 25 anos?”).
6º Passo – Saber que perguntas fazer antes de iniciar a consulta
Perguntas a fazer para iniciar a consulta:
1) Tenho autorização dos meus guias para usar o pêndulo?
2) Existe algum ser de pouca luz presente? (se a resposta for positiva, pedir aos seus guias para afastarem esse ser de pouca luz, e voltar a fazer a mesma pergunta.).
3) Vai ser-me respondida a verdade e somente a verdade pelo poder de Deus e pelo Poder Cósmico?
4) Perguntar se pode fazer a pergunta sobre esse assunto e/ou pessoa.
5) Deve ir questionando se está a obter respostas verdadeiras às suas questões. (caso a resposta seja incerta ou negativa, não volte a perguntar sobre esse assunto, pois o Universo ainda não tem uma resposta concreta para lhe dar.).
- Agradecer a presença dos guias.
7º Passo - Saber o que deve evitar
Advertências:
- Não consulte o pêndulo se está cansado ou num estado emocional alterado;
- Não usar o pêndulo num ambiente perturbador.
- Manter sempre um estado de imparcialidade e interrogação mental em relação ao tema
Credo ao contrário
O poder devastador do Credo ao contrário
Na finalidade de espantar qualquer mal espírito ou qualquer lado obscuro que possa aproximar da vida do ser humano, o Credo se tornou uma arma muito eficaz, sendo tão poderosa em muitos casos contra feitiçaria que possa existir.
Mas o lado inverso dessa oração pode ser muito devastadora, pois quando se reza o credo ao contrária, se determina exatamente o oposto. Os espíritos de baixa frequência, espíritos de pouca luz, se fazer valer dessa rogação para que possam esta agindo dentro da vida material e espiritual ao qual foi direcionada tal oração.
Estaremos aqui ensinando essa oração afim de transmitir um pouco mais de conhecimento do lado oculto da quimbanda, porém peço a você leitor que a utilize com responsabilidade, pois essa oração pode exercer um papel realmente devastador.
Lembro também que ela por si só já é forte o suficiente, porém existem algumas magias que podemos utiliza-la como base para invocação, em um conceito mais satânico.
Credo ao contrário
Amém.
Eterna vida na carne da Ressurreição na pecados dos remissão na Santos dos Comunhão na Católica Igreja Santa na Santo Espírito no creio mortos e os vivos os julgar a vir há-de onde Poderoso todo Padre Deus de direita à sentado está céus aos sobiu dia terceiro ao ressuscitou mortos dos mansão á desceu sepultado e morto crucificado foi Pilatos Pôncio sob padeceu Maria Virgem de nasceu Santo Espírito do poder pelo concebido foi que Senhor Nosso filho único seu Cristo Jesus em e terra da e céu do Criador Poderoso todo Padre Deus em creio.
Ìyàmì Òsòróngá
O culto à Ìyàmì Òsòróngá
Ìyàmì Òsòróngá não é um orixá, mas sim uma energia ancestral coletiva feminina, cultuada pelas GÈLÈDÈ; sociedade feminina fechada da Ìyàmì El é ey e (minha mãe senhora dos pássaros), representada pela máscara dos pássaros. A sociedade Òsòróngá congrega as àj é feiticeira que têm poderes de se transformarem em determinados pássaros è hurù, e luùlú, àtióro, àgbìgbò e Òsòróngá, este ultimo refere-se ao próprio som que a ave emite e dá nome a Sociedade. Exercem sua força máxima nos horários mais críticos meio-dia e meia-noite – ocasiões em que é preciso muita cautela para que elas não pousem na cabeça de ninguém.
Suas cerimônias são realizadas no início da estação do plantio relacionado à fertilidade. Estas cerimônias tiveram início na região de Ketú, dividindo-se em duas partes a diurna e a noturna. Segundo nos conta um ìtàn do Òdú Ogbé Ò sá , diz que quando as Ìyàmì chegaram do Òrun pousaram em sete árvores.
Segundo um Ìtòn as 7 árvores das Ìyàmì seriam:
Orobo – Garcinea Cola
Àjànrèré – Ficus Elegans
Iroko – Chlorophora Excelsis
Orò – Antiaris Africana
Ogun Bereké – Delonex Régia
Arere – Triplochiton Nigericum
Igi ope – Elaeis Guineensis
Porém outra ìtàn nos da outra apresenta uma relação diferente das sete árvores estas seria as árvores sagradas das Mães Ancestrais:
Ose – Adansanonia Digitalia
Iroko – Chlorophora Excelsis
Ìyá – Daniellia Olivieri
Asunrin – Erythrophelum Guineense
Obobo – Não identificada
Iwó – Não identificada
Arere – Triplochiton Nigericum
Ao contrario do que se pensa aqui no Brasil existe sim a presença masculina no culto a Ìyàmì. São detentoras de poderes terríveis, consideradas as donas da barriga (por onde circularia a energia vital do corpo) Ninguém pode com seus Ebó, dos quais, o Òjijì (sombra) é o mais fatal. São ligadas diretamente ao ÒDÚ ÒYEKU MEJI, são propiciadoras para a alteração do destino de uma pessoa. Seus poderes são tamanhos que só se consegue no máximo apaziguá-las, vencê-las jamais. Relacionam-se com as Ìyàmì Òsún Ijumu e Òs un Ìyánlá a quem estão ligadas pela ancestralidade feminina, bem como a Yemonjá Odúa, considerada fundadora do culto GÈLÈDÈ.
Deve-se lembrar, portanto que “òsò” é um título de quem trás o Égan (símbolo de Èsu o qual foi dado através das mãos de Òsòróngá (it ò n ò s éòtúrá) e mesmo assim se foi iniciado no tradicional culto de `Obàtálá /Yemonjá Odùa e ainda tiver profunda relação com Ikú, através de algumas se suas principais ònifás, como Òyèkú méjì, Òbàrà méjì, Òtúrúpòn méjì e algumas outras poucas. O sangue (èjè) não é de nenhum Òrì s à a não ser de Òsòróngá como vemos no Oriki (èjèóyèníkálè o – o sangue fresco que recolhe na terra cobre-se de fungos)
Afirma a tradição que as Ìyámí segue o rastro do sangue do fígado e do coração, isto se deve por os chamados Àse das oferendas são de Òsòróngá! Estes órgãos se classificam em comportamentos Ofú (aqueles que produzem a fazem circular a energia no corpo) estômago, bexiga, vesícula biliar, intestino grosso e o intestino delgado, como também em comportamentos Osa (coração, pulmões, rins, fígado e baço – pâncreas) Estes detalhes são importantíssimos no culto à Òsòróngá e principalmente no culto Èfé-Gèlèdè ainda mais se falamos do sacrifício de e l é d é (porco)
Relacionam-se com Òsòróngá: Èsu: somente com sua ajuda é que conseguimos a comunicação com as Ìyàmì, além de ser a prova viva do poder das Ìyàmì. Ògún: o senhor da cabaça de èédú (carvão) – onà iwó oòrùn (caminho do oeste) é bem mais íntimo de Òsòróngá, se não fosse ele o senhor do sagrado ato da oferenda de animais, juntamente com Èsu e Òsòróngá. Yemonjá Odùa (Yemòwo) Grande Ìyá, Senhora do ìgbá- e y e (cabaça dos pássaros) é a Ìyá’nlá seu nome é modificação da palavra Òdú Logboje, a mulher primordial, também denominada Eleyinjú E g é, a dona dos olhos delicados fazendo parte das divinda desgeradoras representada pelo Preto, fundadora do culto e sociedade Gèlèdè.
Segundo os mitos da tradição afro-descendente, já que o mito é o discurso em que se fundamentam todas as justificativas da ordem e da contraordem social negra, a luta pela supremacia entre os sexos é constante, simbolizada na ìgbá-dù (cabaça da criação), já que o òrì s à Yemonjá Odùa, princípio feminino de onde tudo se cria – representação coletiva das Ìyámí ou mães ancestrais é a metade inferior da cabaça e Òbàtálá ou Òsàlá, princípio masculino, a metade superior. A relação Odùa/Òbàtálá, entendida simbolicamente, não representa uma simples relação de acasalamento do princípio feminino com o masculino. Há um princípio de completude do outro, de que a vida se constrói de mãos dadas e de que cada um de nós na medida em que estabelece esta relação, estabelece um elo mais completo com as coisas que estão à volta.
sábado, 24 de junho de 2017
Quem se cala impõe uma barreira. Pois que de nada adianta plantar sem regar e cuidar. De nada adianta seduzir e abandonar. O amor, a amizade, exigem presença, ou corre-se o risco de vê-los esfriar.
Segundo um ìtàn (mito) yorùbá, Ògún criou com suas habilidades os irin àiyé (instrumentos de ferro para arar a terra) e Oko, o cultivo dos alimentos. Juntos esses Òrìṣà (Orixás) tornaram-se os primeiros Onílẹ̀ (proprietários de terras agrícolas).
Oko não teve culto no Brasil, e Ògún perdeu aqui, sua condição original de patrono da agricultura para Ọdẹ (O Caçador), por intermédio dos africanos da família Àró, oriunda de Kétu. Esses africanos cultuavam Ọdẹ como a divindade da fartura e da prosperidade, por isso ele foi aclamado aqui no Brasil como: 'O Senhor dos alimentos'.
Homenageado hoje, 23 de junho, o lavrador tem um dos mais importantes trabalhos do mundo. Sem ele, não haveria grande parte dos alimentos, por nós consumidos. Por isso, nada mais do que justo homenagear o homem do campo que se dedica ao cultivo da terra.
segunda-feira, 19 de junho de 2017
Limpa,limpa Seu Bará!!!
Limpa, limpa todo o mal, tudo o que é de ruim em cima de mim...
Alupo Seu Bará... abre as portas e os caminhos para esta filha que está no momento sentido-se arrasada... um arraso descomedido, uma coisa de outra esfera... um energia sobrenatural me aterra dia apos dia... tenho feito pelo menos 1 limpeza por semana... sempre me arrepio...
Tenho deixado a Padilha tomar conta dessa materia... e levar pro buraco dela todo o mal que eu carrego... toda a inveja, todo o mau olhado... mas ...
Tem o mas....
É um desconfort dentro de mim... parece que carrego um bichinho que está se revirando aqui dentro pra sair... todo inicio de ano é assim... por que?
Ontem levei uma vela 7 dias pro Seu Bará, não sou de ascender vela pra Ele, mas qdo o negocio é trabalho eu vou la e mando ascenderem pra mim... Mando, explico, pq as mulheres que ainda menstruam não podem se ker chegar perto do assento dele... so as que nao sangram mais, seja por qual motivo for, e homens. e mesmo assim ambos so podem aparecer ali diante dele de calças compridas... aaaahh é o Homem é tinhoso!
Mas é o detentor das chaves dos caminhos... é o mediador das nossas conversas espirituais... é o que corre na frente junto com seu irmão Ogum... corre, corre...
Então ta na hora do Moço correr por mim... assim não dá mais...
Preciso de meus caminhos bem abertos pra novas empreitadas profissionais, preciso me formar, preciso de dinheiro... Ele tb agita essas coisas financeiras...aaai Seu Bará, intercede por mim!
Orixá Bará
É o gerador do que existe, do que existiu e do que ainda vai existir.
O nome “Bará” significa: aquele que é possuidor do poder.
Também chamado de Exú Bará, pois “Exú” significa esfera,
aquilo que é infinito, que não tem começo nem fim.
Dia da semana:
Segunda-feira.
Saudação:
“Alúpo” ou “Lálupo” – Tradução: Venha, ó falante!
Cor:
Vermelho.
Parte do corpo que rege:
Esqueleto, pênis, pâncreas, uretra, urina e rege também o sangue.
Ferramentas:
Chave, foice, corrente e punhal.
Sobrenomes de Orixá:
Lodê, Lanã, Tiriri, Adague, Burucú, Baluaê, Agelú,Toquí,
Demí, Alupanda, Bí, Leba, Abanadá, Bô e Tolabí.
Dividem-se basicamente em dois tipos:
Barás de dentro de casa
Bará Agelú, Lanã, Adague, etc., considerados mais calmos.
Barás da rua
Bará Lodê, considerado violento e por isso muito respeitado.
É o guardião do templo, portanto deve-se cumprimentá-lo
por primeiro ao entrar no terreiro.
Seu assentamento e seus pertences ficam guardados
à parte numa casinha entrada do Ilê.
Acompanham o Bará Lodê: Ogum Avagã e Oyá Timboá,
igualmente denominados Orixás de rua.
SOBRE ESTE ORIXÁ
Um de seus símbolos marcantes é a chave pois é o que permite
a passagem e o início de tudo e é responsável pelos caminhos.
As questões mais imediatas relacionadas a dinheiro e trabalho,
é a ele que pedimos abertura.
Faz a interligação entre “Orún” (mundo material)
e “Aiyê” (mundo espiritual). Pedimos a ele que leve
aos demais Orixás nossos pedidos e agradecimentos, afinal,
não teremos êxito sem antes pedirmos e ofertarmos algo a ele.
Bará é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar
a fim de assegurar que tudo corra bem.
Outra característica marcante de Bará é ser o detentor
e o transmissor da fertilidade e da fecundação.
Este Orixá cuida da parte sexual dos seres vivos e de seus órgãos
de reprodução. Seu outro símbolo é o "Opá Ogó", a forma fálica (pênis).
Longe de ser obsceno, pois a presença de Bará
se faz necessária na geração de uma vida.
É o mais humano dos orixás, por exemplo: adora agrados e oferendas,
detesta água e chuva, nos dias chuvosos é inútil lhe entregar oferendas na rua.
Nestes dias é melhor deixá-los guardadas no Quarto-de-Santo até que a chuva cesse.
Ele está presente nos lugares onde existem multidões, gargalhadas, risos fartos e nas alegrias incontidas. É o desprendimento do nervosismo contido no peito, a rapidez do deslocamento.
Por ser provocador, astucioso e sensual é comumente confundido com a figura de diabo, o que é um absurdo dentro da construção teológica Yorubá, visto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do mal.
Mesmo porque nesta religião não existe diabo.
“Capaz de carregar o óleo que comprou no mercado
numa simples peneira sem que este óleo se derrame”.
E assim é Bará, o Orixá que faz o acerto virar erro e o erro virar acerto.
Além disso, ele é muito irreverente, adorando resolver e propor enigmas. Caminha no tempo e espaço com tranquilidade, buscando coisas no passado, presente e futuro. Se ele não é tratado de maneira correta, ele confunde e zomba de quem o maltrata. Mas quando
é reverenciado, ajuda, abre caminhos e soluciona.
Segundo a mitologia, ele adora inverter a ordem estabelecida, como,
por exemplo, a mulher trabalhar fora de casa e o homem gerar
as crianças e cuidar de todas as atividades do lar.
Isso serve para incentivar mudanças e desenvolvimento.
O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE BARÁ
Os filhos de Bará possuem uma personalidade muito marcante,
ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros, ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas.
Por isso para ter-se um amigo ou filho de Bará é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele.
São pessoas altamente fiéis aos seus princípios, aos amigos
e às suas causas. São corajosos e dedicados. Amáveis, não medem esforços nem sacrifícios para auxiliar as pessoas que ama.
Excelentes amantes, a virilidade é uma característica básica
daqueles regidos por este orixá.
Características Positivas:
Sempre chegam ao seu objetivo, mesmo que para isto tenham que se empenhar de corpo e alma. Fortes, capazes, românticos, felizes, participativos, francos, inquietos, sinceros, espertos e atentos.
Características Negativas:
Severos e exigentes ao extremo, caprichosos, extremamente vaidosos
e ambiciosos. Brigões, debochados e brincalhões.
O HOMEM DE BARÁ
O Orixá do sexo, da procriação e da fertilidade, faz de seus filhos homens com enorme poder de sedução. Afinal, cabe a ele o papel de dar continuidade à espécie. Mas justamente por ser extremamente sensual e também por ser versátil, será capaz de agir dessa forma com várias pessoas ao mesmo tempo. O mais interessante de tudo é que ele dificilmente se afasta definitivamente das mulheres com quem manteve vínculos amorosos e sexuais. Por esta razão, não é difícil reconquistá-lo, principalmente se ele se deu bem sexualmente com essa parceira interessada em tê-lo de volta.
A MULHER DE BARÁ
Assim como o homem de Bará, a mulher é dotada de muita sensualidade. Mas esta é uma característica que ela não deixa transparecer com facilidade. Pelo contrário, tentará escondê-la atrás de uma imagem bastante reservada. Poderá ser mais transparente em relação ao sexo,
se sentir segurança com seu companheiro. E segurança emocional
para uma filha de Bará significa encontrar um homem
que desenvolva com ela uma grande cumplicidade.
Aí sim ela se soltará e se mostrará como realmente é:
extremamente sensual.
REZAS
Para finalizar, colocarei algumas rezas (adúras) e traduções.
Será muito bom dançar para Bará sabendo a tradução destas rezas.
Bará Lodê
Axé: Exú ô Lodê.
Resposta: Exú Exú ô Bará lanã.
Tradução:
Bará, o do lado de fora. Bará, o que no dá as coisas no caminho.
Bará Agelú
Axé: Exú lanã fô míô, exú lanã fô malé ô.
Resposta: Exú lanã fô míô, Exú lanã fô malé ô.
Tradução:
Bará dos caminhos, filho da dona das águas,
Bará dos caminhos, vigia a noite para você.
Explicação:
Bará, assim como Ogum, é filho de Iemanjá com o Orixá Odùduwà.
Odùduwà, Orixá da Criação, ancestral dos reis Yorubás coroados.
Ogum era muito ligado ao irmão mais velho. Os dois eram muito aventureiros e brincalhões. Quando Bará foi expulso de casa pelos pais, Ogum ficou muito zangado e resolveu acompanhá-lo.
Foi atrás dele e por muito tempo correram o mundo juntos.
Bará, o mais esperto, resolvia para onde iriam e Ogum, o mais forte e guerreiro, ia vencendo todas as dificuldades do caminho.
Por este motivo, Ogum sempre surge no culto logo depois de Bará,
pois honrar seu irmão é a melhor forma de agradá-lo.
Enquanto Bará é o dono dos caminhos e encruzilhadas,
Ogum governa a reta dos caminhos.
BARÁ LANÃ
Axé: Egbá rà bô alaroiê a exú lanã, ba rà bô alaroiê a exú lanã,
e mó dé ko ê ko de bará bô, bará bô, bará eléfa exú lanã.
Resposta: Egbá rà bô alaroiê a exu lanã, ba rà bô alaroiê a exu lanã,
e mó dé ko ê ko de bará bo, bará bô, bará eléfa Exú lanã.
Tradução:
Tenho fé em ti Bará e peço licença para louvá-lo em minha casa;
Nossa casa está limpa, proteja a nossa terra. Seu poder limpa o caminho.
Bará Lanã = Bará Lonã. Lonã = caminho.
BARÁ LANÃ
Axé: Exú bará lo bè bè tiriri lanã, exú tiriri,
bará lo bè bè tiriri lanã, exú tiriri.
Resposta: Bará exú tiriri lanã, exú tiriri lanã,
bará ke bará Exú bará, Exú tiriri lanã.
Tradução:
Minha fé me alimenta, peço para o Precioso Bará dos Caminhos, Precioso Bará dos Caminhos, esse é o Exú que nos dá coisas no caminho.
Tiriri = valoroso/precioso
Bará Lanã = BARÁ LONÃ = lonã = caminho.
Alúúúpooo!!!
sábado, 17 de junho de 2017
Ser Pai
Ser Pai
Ser pai é preciso, em tempos de desamor.
Que ele tenha olhar cheio de ternura
para a frágil criatura
de si mesmo, sublime criador.
Ser pai é sentir-se maior, sábio,
professor em terra de pequenino.
Ser pai é voltar a ser menino...
É dar colo, carinho,cuidar quando o filho precisar , estar atento e sempre perguntar se o filho precisa de ajuda e auxíliar nos momentos de necessidade e se fazer presente.
E se necessário, explicar um não.
Ser pai é extravasar alegria, cuidado e atenção.
É sentir-se grato pela árdua mas honrosa missão.
Ser pai é ser companheiro a qualquer momento,
é ser sempre um alento
pra choro, ferida ou cicatriz.
Ser pai é ajudar seu filho a ser feliz.
É passar por cima de crença, de valor
ou preconceito.
Ser pai é ter respeito.
É passear, aprender com o filho, dialogar,
estar disposto a ouvir e
em alguns momentos a calar.
Ser pai nem sempre é uma escolha,
nem sempre é planejado,
mas não há porque se sentir culpado
com o fruto do prazer.
Ser pai precisa ser, mais do que ter.
É fazer-se também herói, responsável,
amável, educador.
Ser pai é não ter pudor
e estar sempre disposto a defender o filho.
Ser pai é ter brilho
e um imenso valor.
Ser pai é ser amor.
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Acaça
ACAÇA
As definições mais elementares do acaçá, dizem que se trata de uma pasta de milho branco ralado ou moído, envolvida ainda quente, em folha de bananeiras.
Seu preparo e forma de utilização nos rituais de oferendas envolvem preceitos e bem rígidos, que nunca podem deixar de ser observados.
A definição é correta, mas extremamente superficial, pois, o acaçá é de longe a comida mais importante do Candomblé.
Todos os Orişas de Eşú à Òşàlá recebem acaçá.todas as cerimônias, do ebó mais simples aos sacrifícios de animais, levam acaçá. em rituais de iniciação, de passagem, em tudo mais que ocorra em uma casa de Candomblé só acontece com a presença do acaçá.
A pasta branca à base de farinha de milho, chama-se eco ( èko), depois de envolvida na folha de bananeira, aí sim, será acaçá O acaçá, é um corpo um símbolo de um ser, única oferenda que restitui e redistribui o Àşé.
O acaçá remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida. e por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-e a comida e predileção de todos os Orişas.
Nem todas as palavras do mundo são suficientes para decifrar o valor de um acaçá.
Basta admitir que os segredos estão nas coisas mais simples para ver que muitos julgam insignificante, a comida mais importante do Candomblé, banalizando o sagrado e privilegiando a intuição em detrimento do fundamento.
Fato é que quem não faz um bom acaçá não é um bom conhecedor de Candomblé, pois, as regras e diretrizes da religião dos Orişas nunca foram ditadas pela intuição.
Aos incautos vale afirmar que Candomblé não é intuição, mas, fundamento sim, e fundamento se aprende. fundamento é o segredo compartilhado, o mistério sagrado, o detalhe que faz a diferença e a prova de que ninguém pode enganar o Orişá.
Aqui o grande fundamento é que o sangue dos animais jamais pode jorrar sobre os ibás sem a presença do elemento pacificador, pois, o acaçá simboliza a paz.
Quando ofertado e retirado do seu invólucro verde, tornando-se a comida de Òşàlá que agrada a todos os Orişá, a primeira oferenda que deve ser colocada diretamente no assentamento, juntamente com o obi e a água, antes de qualquer sacrifício.
O acaçá deve permanecer fechado,imaculado até o momento de ser entregue ao Orişá. só então é retirado da folha.
É como se o sagrado tivesse que ficar oculto até a hora da oferenda, prova de que o segredo é quase sempre um elemento consagrado. e o segredo do acaçá é enrolar o ekó na folha de bananeira.
Manter-se imaculado até o momento da oferenda é o que garante a eficácia do acaçá, portanto a folha da bananeira( no Brasil, nenhuma outra pode substituí-la)é fundamental e prova, acima de tudo quanto o babalorixá, yalorixá são conhecedores da religião que professam.
Os grandes sacerdotes, conhecidos por sua seriedade, saber, humildade, enrolam o ecó na folha, sabem fazer acaçá.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Itan de Oxóssi
LENDA DA QUIZILA DE OXOSSI
ODÉ (Oxossi) grande caçador entrou na mata com seu filho, Logunedé, ensinando-lhe a arte de caçar e manejar o arco e a flecha. Após inúmeras caçadas, Logunedé sentou-se embaixo de uma árvore para descansar. Nessa árvore pousou um pássaro e ODÉ preparou sua arma e atirou. Acertou em cheio pássaro e, também, uma colmeia de abelhas.
Elas foram cair justamente sobre a cabeça de Logunede, que sem ter como se defender foi picado. ODÉ vendo o desespero do filho correu a acudi-lo, sendo mordidas várias vezes. Conseguindo fugir, deitou seu filho em folhas frescas e, sem saber o que fazer pôs-se a chorar.
Eis que o Orixá Omolú vendo aquilo, parou e apiedou-se do estado de Logunedé, pois, a criança estava morrendo. Omolú tirou de sua capanga água de cana e gengibre, pilou e aplicou sobre os ferimentos, aliviando as dores. Após isto, fez o mesmo com ODÉ, curando-o completamente.
ODÉ então lhe disse: Senhor dos aflitos ponho o meu reino a seus pés e toda a minha caça que daqui por diante eu conseguir, comeremos juntos. Omolú agradeceu e seguiu seu caminho. Então ODÉ jurou que nunca mais comeria o mel, pois, o mel o faria lembrar todo seu sofrimento e de seu filho. Diz-se ainda que abelha é simbolo e representação de ODÉ pois ela é o animal que não teme a morte. Após dar a sua ferroada ela está fardada a morrer, mas nem por isso abandona uma briga.
A abelha é instrumento para fabricação do sagrado mel de Oxum, mas uma versão da ideia de que este produto seria "Quizila de Oxossi" se dá através desta lenda.
domingo, 16 de abril de 2017
terça-feira, 21 de março de 2017
Tipos de Mediunidade
Tipos de Mediunidade
O QUE É A MEDIUNIDADE?
Para resumir, a mediunidade é a sensibilidade ao extrafísico. É a capacidade que a nossa porção energia (que é a própria alma) tem de captar outras energias de natureza não física.
Vou resumir alguns sinais de despertar focando apenas nos aspectos positivos do aflorar:
> Intuição para fazer ou não fazer algo e depois de feito saber que a intuição estava certa;
> Sonhos reveladores, que de certa forma conduzem suas atitudes para novos caminho, de prevenção de problemas ou de melhores resultados em todas as áreas da sua vida;
TIPOS DE MEDIUNIDADE
Neste caso, citarei as mais referenciadas na obra espírita. Contudo você verá diversas outras formas de mediunidade ao longo do seu estudo sobre o tema.
Tomei o cuidado inclusive, para transcrever os tipos, tal e qual na:
MEDIUNIDADE DE EFEITOS FÍSICOS
Este tipo pode ser dividido em dois grupos, ou seja, os facultativos – que têm consciência dos fenômenos por eles produzidos – e os involuntários ou naturais, que são inconscientes de suas faculdades, mas são usados pelos espíritos para promoverem manifestações fenomênicas sem que o saibam.
MEDIUNIDADE: MÉDIUNS SENSITIVOS OU IMPRESSIONÁVEIS
São pessoas suscetíveis de sentirem a presença dos espíritos por uma vaga impressão. Esta faculdade se desenvolve pelo hábito e pode adquirir tal sutileza, que aquele que a possui reconhece, pela impressão que experimenta, não só a natureza, boa ou má, do espírito que se aproxima, mas até a sua individualidade.
MEDIUNIDADE: MÉDIUNS AUDIENTES OU CLARIAUDIENTES
Neste caso os médiuns ouvem a voz dos espíritos. O fenômeno manifesta-se algumas vezes como uma voz interior, que se faz ouvir no foro íntimo. Outras vezes, dá-se como uma voz exterior, clara e distinta, semelhante a de uma pessoa viva. Os médiuns audientes podem, assim, estabelecer conversação com os espíritos.
MEDIUNIDADE: MÉDIUNS VIDENTES OU CLARIVIDENTES
São dotados da faculdade de ver os espíritos. Cabe salientar que o médium não vê com os olhos, mas é a alma quem vê e por isso é que eles tanto vêem com os olhos fechados, como com os olhos abertos.
MEDIUNIDADE: MÉDIUNS PSICOFÔNICOS
Neste tipo o médium serve como um instrumento pelo qual o espírito se comunica pela fala; assim, há a acoplação do perispírito do espírito comunicante no perispírito do médium, permitindo, assim, que o espírito utilize o aparelho fonador do médium para fazer uso da fala.
MEDIUNIDADE DE CURA
Este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação. Dir-se-á, sem dúvida, que isso mais não é do que magnetismo. Evidentemente, o fluido magnético desempenha aí importante papel. Porém, quem examina cuidadosamente o fenômeno sem dificuldade reconhece que há mais alguma coisa.
A magnetização ordinária é um verdadeiro tratamento seguido, regular e metódico. No caso que apreciamos, as coisas se passam de modo inteiramente diverso. Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, desde que saibam conduzir-se convenientemente, ao passo que nos médiuns curadores a faculdade é espontânea e alguns até a possuem sem jamais terem ouvido falar de magnetismo. A intervenção de uma potência oculta, que é o que constitui a mediunidade, se faz manifesta, em certas circunstâncias, sobretudo se considerarmos que a maioria das pessoas que podem, com razão, ser qualificadas de médiuns curadores recorre à prece, que é uma verdadeira evocação.

MEDIUNIDADE: MÉDIUNS MECÂNICOS
Quem examinar certos efeitos que se produzem nos movimentos da mesa, da cesta, ou da prancheta que escreve não poderá duvidar de uma ação diretamente exercida pelo Espírito sobre esses objetos. A cesta se agita por vezes com tanta violência, que escapa das mãos do médium e não raro se dirige a certas pessoas da assistência para nelas bater. Outras vezes, seus movimentos dão mostra de um sentimento afetuoso.
O mesmo ocorre quando o lápis está colocado na mão do médium; freqüentemente é atirado longe com força, ou, então, a mão, bem como a cesta, se agitam convulsivamente e batem na mesa de modo colérico, ainda quando o médium está possuído da maior calma e se admira de não ser senhor de si Digamos, de passagem, que tais efeitos demonstram sempre a presença de Espíritos imperfeitos; os Espíritos superiores são constantemente calmos, dignos e benévolos; se não são escutados convenientemente, retiram-se e outros lhes tomam o lugar. Pode, pois, o Espírito exprimir diretamente suas idéias, quer movimentando um objeto a que a mão do médium serve de simples ponto de apoio, quer acionando a própria mão. Quando atua diretamente sobre a mão, o Espírito lhe dá uma impulsão de todo independente da vontade deste último. Ela se move sem interrupção e sem embargo do médium, enquanto o Espírito tem alguma coisa que dizer, e pára, assim ele acaba. Nesta circunstância, o que caracteriza o fenômeno é que o médium não tem a menor consciência do que escreve. Quando se dá, no caso, a inconsciência absoluta; têm-se os médiuns chamados passivos ou mecânicos. E preciosa esta faculdade, por não permitir dúvida alguma sobre a independência do pensamento daquele que escreve.
MEDIUNIDADE: MÉDIUNS INTUITIVOS
A transmissão do pensamento também se dá por meio do Espírito do médium, ou, melhor, de sua alma, pois que por este nome designamos o Espírito encarnado. O Espírito livre, neste caso, não atua sobre a mão, para fazê-la escrever; não a toma, não a guia. Atua sobre a alma, com a qual se identifica. A alma, sob esse impulso, dirige a mão e esta dirige o lápis. Notemos aqui uma coisa importante: é que o Espírito livre não se substitui à alma, visto que não a pode deslocar. Domina-a, mau grado seu, e lhe imprime a sua vontade. Em tal circunstância, o papel da alma não é o de inteira passividade; ela recebe o pensamento do Espírito livre e o transmite. Nessa situação, o médium tem consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento. E o que se chama médium intuitivo. Mas, sendo assim, dir-se-á, nada prova seja um Espírito estranho quem escreve e não o do médium. Efetivamente, a distinção é às vezes difícil de fazer-se, porém, pode acontecer que isso pouca importância apresente. Todavia, é possível reconhecer-se o pensamento sugerido, por não ser nunca preconcebido; nasce à medida que a escrita vai sendo traçada e, amiúde, é contrário à idéia que antecipadamente se formara. Pode mesmo estar fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do médium. O papel do médium mecânico é o de uma máquina; o médium intuitivo age como o faria um intérprete. Este, de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreendê-lo, apropriar-se dele, de certo modo, para traduzi-lo fielmente e, no entanto, esse pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro. Tal precisamente o papel do médium intuitivo.
MEDIUNIDADE: MÉDIUNS SEMIMECÂNICOS
No médium puramente mecânico, o movimento da mão independe da vontade; no médium intuitivo, o movimento é voluntário e facultativo. O médium semimecânico participa de ambos esses gêneros. Sente que à sua mão uma impulsão é dada, mau grado seu, mas, ao mesmo tempo, tem consciência do que escreve, à medida que as palavras se formam. No primeiro o pensamento vem depois do ato da escrita; no segundo, precede-o; no terceiro, acompanha-o. Estes últimos médiuns são os mais numerosos.
MEDIUNIDADE: MÉDIUNS INSPIRADOS
Todo aquele que, tanto no estado normal, como no de êxtase, recebe, pelo pensamento, comunicações estranhas às suas idéias preconcebidas, pode ser incluído na categoria dos médiuns inspirados. Estes, como se vê, formam uma variedade da mediunidade intuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma força oculta é aí muito menos sensível, por isso que, ao inspirado, ainda é mais difícil distinguir o pensamento próprio do que lhe é sugerido.
A espontaneidade é o que, sobretudo, caracteriza o pensamento deste último gênero. A inspiração nos vem dos Espíritos que nos influenciam para o bem, ou para o mal, porém procede, principalmente, dos que querem o nosso bem e cujos conselhos muito amiúde cometemos o erro de não seguir. Ela se aplica, em todas as circunstâncias da vida, às resoluções que devamos tomar. Sob esse aspecto, pode dizer-se que todos são médiuns, porquanto não há quem não tenha seus Espíritos protetores e familiares, a se esforçarem por sugerir aos protegidos salutares idéias. Se todos estivessem bem compenetrados desta verdade, ninguém deixaria de recorrer com freqüência à inspiração do seu anjo de guarda, nos momentos em que se não sabe o que dizer, ou fazer. Que cada um, pois, o invoque com fervor e confiança, em caso de necessidade, e muito freqüentemente se admirará das idéias que lhe surgem como por encanto, quer se trate de uma resolução a tomar, quer de alguma coisa a compor. Se nenhuma ideia surge, é que é preciso esperar.
A prova de que a ideia que sobrevém é estranha à pessoa de quem se trate esta em que, se tal ideia lhe existira na mente, essa pessoa seria senhora de, a qualquer momento, utilizá-la e não haveria razão para que ela se não manifestasse à vontade. Quem não é cego nada mais precisa fazer do que abrir os olhos, para ver quando quiser. Do mesmo modo, aquele que possui idéias próprias tem-nas sempre à disposição. Se elas não lhes vêm quando quer, é que está obrigado a buscá-las algures, que não no seu intimo. Também se podem incluir nesta categoria as pessoas que, sem serem dotadas de inteligência fora do comum e sem saírem do estado normal, têm relâmpagos de uma lucidez intelectual que lhes dá momentaneamente desabitual facilidade de concepção e de elocução e, em certos casos, o pressentimento de coisas futuras. Nesses momentos, que com acerto se chamam de inspiração, as idéias abundam, sob um impulso involuntário e quase febril. Parece que uma inteligência superior nos vem ajudar e que o nosso espírito se desembaraçou de um fardo. Os homens de gênio, de todas as espécies, artistas, sábios, literatos, são sem dúvida Espíritos adiantados, capazes de compreender por si mesmos e de conceber grandes coisas. Ora, precisamente porque os julgam capazes, é que os Espíritos, quando querem executar certos trabalhos, lhes sugerem as idéias necessárias e assim é que eles, as mais das vezes, são médiuns sem o saberem. Têm, no entanto, vaga intuição de uma assistência estranha, visto que todo aquele que apela para a inspiração, mais não faz do que uma evocação. Se não esperasse ser atendido, por que exclamaria, tão freqüentemente: meu bom gênio, vem em meu auxílio?
MEDIUNIDADE: MÉDIUNS DE PRESSENTIMENTOS
O pressentimento é uma intuição vaga das coisas futuras. Algumas pessoas têm essa faculdade mais ou menos desenvolvida. Pode ser devida a uma espécie de dupla vista, que lhes permite entrever as conseqüências das coisas atuais e a filiação dos acontecimentos. Mas, muitas vezes, também é resultado de comunicações ocultas e, sobretudo neste caso, é que se pode dar aos que dela são dotados o nome de médiuns de pressentimentos, que constituem uma variedade dos médiuns inspirados.
MEDIUNIDADE: MÉDIUNS PSICÓGRAFOS
Transmitem as comunicações dos espíritos através da escrita. São subdivididos em mecânicos, semi mecânicos e intuitivos. Os mecânicos não têm consciência do que escrevem e a influência do pensamento do médium na comunicação é quase nenhuma. Como há um grande domínio da entidade sobre a faculdade mediúnica a ideia do espírito comunicante se expressa com maior clareza. Há casos em que o médium psicografa mensagens complexas conversando com outras pessoas, totalmente distraído do que escreve. Já nos semi mecânicos, a influência da entidade comunicante sobre as faculdades mediúnicas não é tão intensa, pois a comunicação sofre uma influência do pensamento do médium. Isso ocorre com a maioria dos médiuns psicógrafos. Com relação os intuitivos, estes recebem a ideia do espírito comunicante e a interpretam, desenvolvendo-a com os recursos de suas próprias possibilidades morais e intelectuais.
MÉDIUM ESPÍRITA
O espiritismo é a doutrina que mais se dedicou ao entendimento do processo da mediunidade, e por isso, o espírita seja o seguidor espiritual que figura entre os com mais capacidades de demonstrar habilidades a serviço do bem pessoal e coletivo. Contudo, você não precisa ser médium para desenvolver sua mediunidade, mas precisa de um sistema sério, coeso e adequado para que os potenciais da sua alma desenvolvam-se equilibradamente.
NA MINHA SINCERA OPINIÃO SÓ EXISTEM DOIS TIPO DE MEDIUNIDADE APENAS
Quanto ao nível do despertar = Desperta e não desperta, ou seja, consciente ou não.
Quanto a intenção = Para o seu bem pessoal e sua evolução, para o bem de todos e para o mal.
Mediunidade explicação
Mediunidade Consciente --> A entidade que quer se comunicar,aproxima-se do médium e telepaticamente transmite o conteúdo que quer anunciar.Não tendo contato perispiritual,o médium recebe telepaticamente e com sua palavras e o próprio modo de ser, transmite as idéias com maior ou menor clareza e fidelidade,dependendo do estado psíquico do médium,que após tê-la retransmitido,não poderá mais influir na retransmissão,pois o espírito não poderá agir senão sobre o pensamento do médium.
Este fenômeno não deve ser confundido com o processo intuitivo pois se manifesta como inspiração momentânea.Este tipo de mediunidade é muito usada por poetas,escritores,pregadores,músicos,etc...
A mediunidade consciente muita das vezes é confundida como mistificação,porque usa uma comunicação de que o médium emprega palavras próprias ou termos que constantemente usa de forma sistemática,o que é natural e não se pode estranhar,pois,cada um possui um modo particular de se expressar(determinadas palavras,determinados gestos e sinais) assim como as entidades que têm um modo próprio de iniciar e finalizar seus trabalhos,o que é interessante frisar pois servem para identificá-los.
Uma outra situação comum é a dos observadores,estudiosos e até mesmo dos frequentadores dos "terreiros" que fazem confusão entre a falta de cultura e linguajar do médium com a entidade que está se comunicando.Vemos comumente nos centros uma grande maioria de médiuns incultos(sem instrução escolar) e como falar corretamente se quem fala é o médium e não a entidade?À entidade só compete as idéias e não as palavras(neste caso de mediunidade).Outro caso é quando um médium recebe um pensamento elevado,transcendente e com seu vocabulário acanhado não consegue transmitir por não compreendê-lo bem.Desta forma,há um fracasso interior por não conseguir entender e nem expressar a mensagem.
A mediunidade consciente é a que permite uma maior interferência do psiquismo do médium denominado por alguns de "animismo"(interferência do inconsciente) e a que tem sido instrumento de crítica injusta como mistificação.
"A repressão do animismo dificultará grandemente as tarefas mediunicas,e por isso não deve ser feita.O mediunismo não dispensa a colaboração do médium,o qual não deve ser um simples automato,um robot" (Ramatís).
Mediunidade Semi-Inconsciente (Incorporação Parcial) -->Neste tipo de mediunidade,há entre o médium e a entidade que quer se comunicar um indispensável tom vibratório(afinidade fluídica) e o contato se dá entre a entidade e o corpo astral do médium,que por intermédio deste age sobre o corpo físico,ficando alguns órgãos sobre o controle da entidade.Isso acontece sem que haja o afastamento do espírito do médium,ou sem que ele perca a consciência do que se passa em torno.O médium se encontra numa espécie de semi-transe,sujeito porém à influência da entidade e com dificuldade de interferir sobre ela,salvo se o médium com seu livre-arbítrio quiser intervir.Neste estado a entidade comunicante,ainda que não tendo domínio completo sobre o médium,pode transmitir mais livre e sem qualquer embaraço os seus pensamentos que ficam,é lógico,dependendo da maior ou menor capacidade de transmissão do médium(educação mediúnica) e de sua própria intelectualidade.
Neste tipo de manifestação,ainda são possíveis se bem que em pequena proporção,as interferências psíquicas no que diz respeito à repetição de palavras e gestos,mas quanto o tipo de apresentação já passa ser,de um determinado modo,da entidade comunicante que já vem mesmo servir de identidade.
Há sessões em que se repetem inúmeras vezes os mesmos gestos,as mesmas palavras,as mesmas frases em todas as comunicações e no entanto nada há tanto na parte do médium como na parte da entidade,algo que possa ser taxado de mistificação.
Mediunidade Inconsciente (Incorporação Total) -->Vejamos este último aspecto que se caracteriza no fato do espírito do médium afastar-se do corpo físico temporariamente,ficando ao lado ajudando,ou muitas vezes nesses momentos cumprindo tarefas no plano astral,enquanto que no mesmo instante a entidade encontra o corpo físico inteiramente ao seu dispor e controle.Esta forma é que dá maiores garantias de segurança e autenticidade na comunicação pois a entidade é livre para transmitir suas idéias e pensamentos,sem a necessidade de usar a parte intelectual do médium,que normalmente a faria alterada ou deturpada quando recebida telepaticamente.
Neste aspecto da mediunidade inconsciente,o médium se acha muito mais à vontade para se for preciso enfrentar o poder das críticas ou dos estudiosos e também dos consulentes porque em nada interferindo e de nada sabendo no momento da incorporação,a manifestação é total do espírito comunicante,podendo mesmo fazer a extensão da faculdade com maior ou menor perfeição,como por exemplo:a entidade fazer a mesma tonalidade de voz,revelar fatos de suas encarnações passadas,assim como mudar os aspectos físicos do médium (efeito raro).O afastamento do espírito do médium é feito pela entidade comunicante com métodos e processos magnéticos feitos na astralidade.Para isso também concorrem a homogeneidade dos fluídos tornando-os mais suaves ou abruptos,dependendo de quanto mais equilibrado for a vibração de ambos.Em grande parte dos afastamentos do corpo físicos,geralmente o médium quando exteriorizado,continua consciente de que se passa nesse plano,porém quando a entidade comunicante o deixa(desincorpora) de nada se lembra no regresso do corpo físico.
Às vezes acontece que os fluídos do médium estão muito abaixo do que os apurados fluídos da entidade,fazendo com que a entidade baixe o seu tom vibracional no momento da incorporação. Para condensá-los com os do médium,e em casos de fluídos pesados e inferiores,haverá quase que sempre sobressaltos de maior ou menor intensidade ou até mesmo sobressaltos violentos no momento da incorporação que repercutirá após o transe mediúnico nos órgãos físicos bem como no psiquismo do médium.
Neste caso de incorporação total,quando o médium tem um bom e educado conhecimento mediúnico(ético e moral) e suas faculdades são bem desenvolvidas,o médium durante a incorporação,tanto pode permanecer ao lado (como falamos acima) como pode se quiser empregar este tempo(incorporado) em algum trabalho útil.Porém há casos em que a educação mediúnica do médium é viciosa,não há tranquilidade nem segurança e havendo isso,o médium não terá a liberdade descrita acima,não acontecerá o afastamento do espírito do médium que quase sempre intervem nas comunicações,criando muita das vezes embaraços para a entidade,que para acalmá-lo,é necessário utilizar de seu magnetismo para adormecê-lo com passes e suavemente afastá-lo para outro local,afim de que a tarefa preposta pela entidade seja levada até o final.Achamos que seja preciso dizer que a ansiedade e o estado inquieto em que permanece o médium durante a incorporação,às vezes não lhe trará um despertar tranquilo,harmonioso e suave.Para tanto é preciso que tudo esteja em ordem no médium,assim como no ambiente.Este deverá estar cheio de amor,harmonia e deverá inspirar confiança porque assim o médium sentirá despreocupado para a incorporação,podendo auxiliar mantendo uma atitude mental de ficar ao lado(sem atrapalhar) auxiliando a entidade à desempenhar sua missão entregando-lhe o corpo físico com boa vontade e espírito de colaboração.
Incluem-se nesta modalidade de incorporação as intervenções mediunicas para operações em que o Astral Superior permite que as entidades curadoras baixem e usem as mãos do médium para curar a parte física como espiritual
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